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Nova Política de Educação à Distância (Ministério da Educação, dezembro de 2025)
A nova política de Educação a Distância (EaD) do MEC redefine a modalidade como estratégica para ampliar o acesso ao ensino superior, reforçando regulação, qualidade e limites mais claros entre presencial, semipresencial e EaD. Contexto e diagnóstico O documento destaca que a EaD ocupa posição central no sistema de educação superior brasileiro, com forte expansão nas últimas décadas, especialmente entre 2018 e 2023, quando os cursos a distância cresceram 232%. Em 2023, o número de ingressantes em EaD já foi o dobro dos cursos presenciais, com mais de 3,3 milhões de novos estudantes, enquanto as matrículas presenciais vêm caindo desde 2014. Princípios da nova política A política se orienta pela garantia de educação superior de qualidade, com direito de acesso, permanência e aprendizagem assegurados em qualquer formato de oferta. Valoriza o desenvolvimento de habilidades e competências mediadas por TICs, a diversidade de processos de ensino e materiais, a centralidade do polo de EaD e a responsabilidade social das IES públicas e privadas. Definições e formatos de oferta Há uniformização de conceitos: atividades presenciais (docente e estudante no mesmo lugar e tempo), atividades assíncronas (lugares e tempos distintos) e síncronas (lugares distintos, mesmo tempo), incluindo as síncronas mediadas, com interação em grupo reduzido, apoio pedagógico e controle de frequência. A educação a distância passa a poder estar presente em todos os formatos de curso, mas com regras específicas. Limites para presencial, semipresencial e EaD O curso presencial é caracterizado pela carga horária majoritariamente presencial física, com teto de 30% de carga horária em EaD (antes até 40%). Surge o formato semipresencial, que combina obrigatoriamente atividades presenciais físicas (estágios, extensão, práticas laboratoriais), atividades síncronas mediadas e carga horária a distância, podendo ter patamar superior definido em DCN ou norma específica. Já o curso a distância passa a ter limite mínimo de 20% de atividades presenciais e/ou síncronas mediadas, com provas presenciais obrigatórias.
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Nova Política de Educação à Distância (Ministério da Educação, dezembro de 2025)
Histoplasmomas pulmonares assintomáticos (IDSA 2025)
Esta atualização da Diretriz de Prática Clínica de 2025 da Infectious Diseases Society of America (IDSA) sobre a histoplasmose, com foco específico no tratamento de nódulos pulmonares assintomáticos de Histoplasma, conhecidos como histoplasmomas. O documento, elaborado por um painel de especialistas em doenças infecciosas, incluindo profissionais de diversas instituições, fornece uma recomendação condicional contra o tratamento antifúngico de rotina para prevenir a reativação em adultos e crianças com esses nódulos. Essa diretriz é baseada em uma revisão sistemática da literatura e adere à metodologia GRADE (Grading of Recommendations Assessment, Development, and Evaluation) para avaliar a certeza das evidências. No entanto, a diretriz ressalta a importância de monitorar ou considerar o tratamento para pacientes com alto risco de doença disseminada/grave, especialmente aqueles com condições imunocomprometedoras. O artigo também destaca a baixa certeza das evidências e a necessidade de mais pesquisas sobre a incidência e o momento da reativação em diferentes populações.
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Histoplasmomas pulmonares assintomáticos (IDSA 2025)
Dengue: aspectos clínicos
A página do blog (link abaixo) descreve de forma objetiva o quadro clínico da dengue, a classificação da OMS 2009, critérios de gravidade e orientações práticas para pacientes e profissionais de saúde. Quadro clínico e duração O texto informa que o período de incubação da dengue é de 4 a 10 dias e que a doença dura em geral de 2 a 7 dias, variando de formas assintomáticas ou leves até casos graves com risco de vida. Destaca a importância do quinto dia de doença, quando pode ocorrer piora clínica. Sinais, sintomas e laboratório Os sintomas descritos incluem exantema em cerca de 50% dos casos, febre, mialgias, dor retro-orbitária, hipotensão, sangramentos/petéquias, neutropenia e trombocitopenia. Achados laboratoriais comuns são trombocitopenia acentuada, anemia, leucopenia, alterações de transaminases e de coagulação. Classificação OMS 2009 A página resume a classificação da OMS em dengue provável, sinais de alerta e dengue grave. Dengue provável exige exposição em área endêmica, febre alta e pelo menos dois critérios clínico-laboratoriais, enquanto os sinais de alerta (dor abdominal, vômitos persistentes, sangramento de mucosas, letargia, hepatomegalia, aumento do hematócrito com queda rápida de plaquetas) indicam necessidade de observação rigorosa. Dengue grave e diagnóstico Define dengue grave pela presença de extravasamento importante de plasma com acúmulo de líquidos e choque, sangramento grave ou envolvimento grave de órgãos (incluindo transaminases ≥ 1000, rebaixamento de consciência ou disfunção cardíaca/órgãos). Para diagnóstico laboratorial, descreve sorologia IgM/IgG, dinâmica temporal de IgM e uso de NS1 por ELISA em Porto Alegre/RS, enquanto cultura e PCR não são usados rotineiramente. Dicas 1. Para pacientes: Importante não usar aspirina, se hidratar bem e agendar consulta médica. Isso é particularmente essencial em Porto Alegre assim também como em outras cidades e localidades do Estado do Rio Grande do Sul, onde a doença é menos conhecida do que em outros Estados do Brasil pela sua menos incidência. 2. Para Profissionais da Saúde e estudantes: NOTIFIQUE IMEDIATAMENTE A SECRETARIA DA SAÚDE, AINDA DURANTE O ATENDIMENTO. E não deixa de assistir a excelente aula da Profa. Dra. Marilia Severo ministrada em abril de 2023 à convite da Secretaria Estadual de Saúde do Rio Grande do Sul para fins de capacitação de médicos do Estado, frente à corrente epidemia de Dengue no RS. Link: https://youtu.be/QTYJWq0tdhg
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Infecção pelo HTLV-I
O texto do blog (link abaixo) explica o que é a infecção pelo HTLV‑1/2, sua epidemiologia no Brasil, quadro clínico, diagnóstico, formas de acompanhamento e opções de tratamento e prevenção, com foco prático para pacientes e clínicos. ​ Conceito e epidemiologia HTLV‑1 e HTLV‑2 são retrovírus humanos do gênero Deltaretrovirus, inicialmente relacionados à leucemia/linfoma de células T do adulto (ATL). HTLV‑1 é endêmico no Caribe, sul do Japão, partes da África e América do Sul; no Brasil, a soroprevalência chega a 1,8% em Salvador e em torno de 0,08% no RS, sendo maior em mulheres. ​ Transmissão e formas clínicas A transmissão ocorre por via sexual, vertical (principalmente amamentação), transfusão de sangue e compartilhamento de agulhas. A maioria dos infectados permanece assintomática por toda a vida, mas uma minoria pode desenvolver ATL (≈5% ao longo da vida) ou mielopatia associada ao HTLV‑1/paraparesia espástica tropical (HAM/TSP, 0,5–2%). ​ Infecção assintomática e seguimento Na infecção assintomática, o quadro mais frequente é ausência completa de sintomas, com vida normal. O texto discute em formato de perguntas e respostas a individualização do seguimento com base principalmente na carga proviral (PCR) e títulos de anticorpos, recomendando monitorização clínica e laboratorial mais estreita em cargas provirais elevadas e uso de preservativo em casais sorodiscordantes. ​ Doenças associadas e diagnóstico Para ATL, descreve as formas aguda, linfomatosa, crônica e indolente, com sintomas B, linfonodomegalia, lesões cutâneas e frequente hipercalcemia. O diagnóstico laboratorial envolve ELISA para HTLV‑1/2, hemograma com morfologia linfocitária (flowers cells), mielograma, imunofenotipagem, biópsias de sítios acometidos, estudo de líquor em formas agressivas e confirmação da infecção por PCR ou Western blot. ​ Tratamento e prevenção Para ATL, o texto destaca como primeira linha a combinação zidovudina (AZT) + interferon‑alfa, com quimioterapia especialmente na forma linfomatosa, além de profilaxias antiparasitárias (Strongyloides) e para infecções oportunistas. Para HAM/TSP não há tratamento eficaz estabelecido; diferentes abordagens (corticoides, imunossupressores, antirretrovirais, HDACi) tiveram resultados limitados e o manejo é sobretudo sintomático e de reabilitação. Como prevenção geral, recomenda-se não amamentar, não doar sangue, não compartilhar agulhas e uso de preservativos de látex, mesmo em infecção assintomática.
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Infecção pelo HTLV-I
Prevenção de malária para brasileiros viajando para a África do Sul
O texto do blog (link abaixo) orienta brasileiros que vão à África do Sul, especialmente ao Parque Nacional Kruger, sobre risco de malária e medidas de prevenção, destacando que a principal recomendação é proteção contra picada de mosquito, e não uso rotineiro de quimioprofilaxia pelo Ministério da Saúde do Brasil. Contexto da viagem e risco O artigo descreve uma família brasileira viajando entre 22/12/2024 e 03/01/2025, com 4 dias no Kruger, única área de malária da África do Sul, em período de risco alto (setembro a maio). Informa que a malária na região é predominantemente por Plasmodium falciparum, com incubação média de 8–12 dias. ​ Posição de diretrizes (Brasil x exterior) O Ministério da Saúde do Brasil não recomenda quimioprofilaxia para viajantes vindos de áreas não endêmicas, preferindo diagnóstico e tratamento precoces e medidas gerais de proteção. Diretrizes de países não endêmicos (como as do CDC) recomendam quimioprofilaxia (atovaquona-proguanil, doxiciclina ou mefloquina) para áreas de maior risco, incluindo Kruger e distritos adjacentes. ​ Situações e grupos de maior risco O texto lista situações de maior risco de transmissão (altas taxas locais, atividades ao ar livre do pôr do sol ao amanhecer, hospedagem sem proteção, viagens próximas à estação chuvosa, baixa altitude, acesso difícil a serviços de saúde). Também destaca grupos com maior risco de doença grave: pessoas de áreas não endêmicas, crianças <5 anos, gestantes, idosos, esplenectomizados, imunodeprimidos, pacientes oncológicos em tratamento e transplantados. ​ Medidas gerais de prevenção As medidas recomendadas incluem: roupas claras e de manga longa, permanecer em ambientes internos protegidos (telas, ar-condicionado, mosquiteiros impregnados), e uso de repelente com DEET nas áreas expostas, respeitando orientações específicas para crianças. Recomenda-se conversar com guias locais sobre horários de maior atividade de mosquitos, ocorrência recente de casos e locais de atendimento para febre e suspeita de malária.
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Prevenção de malária para brasileiros viajando para a África do Sul
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