Quando me mudei para um país onde a língua era diferente da minha, carreguei comigo uma insegurança silenciosa sobre minha capacidade de aprender e me adaptar.
Na minha cabeça, todas as dificuldades que eu enfrentava eram “normais”.
Afinal, eu estava aprendendo em outra língua, era esperado que eu tivesse limitações e bloqueios.
Essa justificativa, embora parecesse um peso, acabou sendo um escudo inesperado.
Só depois de muita terapia percebi que essa narrativa me protegeu de um bloqueio maior.
Eu não me cobrei tanto, não me paralisei pelo medo de errar ou não ser bom o suficiente.
Eu “mascarei” minha baixa autoestima com a desculpa da barreira linguística.
E isso me permitiu seguir em frente, experimentar, errar e crescer sem o peso esmagador da autocrítica.
Refletindo sobre isso, vejo que muitos educadores físicos — e especialmente personal trainers — vivem algo parecido, mas em outra dimensão.
Muitos de nós tivemos dificuldades na escola, talvez por déficit de atenção, hiperatividade ou simplesmente por não nos encaixarmos no modelo tradicional de aprendizagem.
Encontramos no esporte e no movimento um porto seguro, um palco onde nossa energia e talento eram reconhecidos e valorizados.
Porém, essa história também pode carregar uma sombra.
A baixa autoestima que se arrasta, muitas vezes inconsciente, e que se manifesta como uma dificuldade enorme em abraçar todos os aspectos do negócio que não estão diretamente ligados ao treino — finanças, estratégia, vendas, sistematização.
É como se ainda estivéssemos presos àquela voz interna que diz: “Eu sou bom no físico, mas não sou capaz de lidar com números, textos, lógica e planejamento.”
Vamos ser francos: essa limitação não é só uma questão de habilidade técnica, mas de crença profunda sobre o que somos capazes de fazer.
E aqui está o convite para a reflexão:
Você já parou para pensar por que tantos personal trainers têm dificuldade em aplicar conceitos estratégicos, financeiros e sistemáticos, mesmo sabendo que são essenciais para o sucesso da carreira?
Será que parte dessa dificuldade vem de uma autoestima fragilizada, que ainda carrega dúvidas antigas sobre a capacidade de aprender e se desenvolver fora da zona de conforto do treino?
Quais crenças você carrega sobre si mesmo que podem estar limitando seu crescimento como profissional completo, capaz de liderar seu negócio com segurança e estratégia?
Sei que números, textos e lógica podem parecer “monstros” difíceis de domar.
Mas a verdade é que eles são ferramentas poderosas que podem transformar sua carreira — se você conseguir olhar para eles com outra perspectiva, mais confiante e estratégica.
Perguntas para você refletir e compartilhar aqui na comunidade:
Qual foi sua maior dificuldade ao tentar lidar com a parte “não física” do seu negócio?
Como você tem trabalhado sua confiança para superar essas barreiras?
Que mudanças práticas você acredita que poderiam transformar sua relação com a gestão do seu negócio?
Este é um espaço seguro para falarmos sobre nossas vulnerabilidades e também para celebrarmos nossos avanços.
Compartilhe sua história, seus desafios ou até mesmo aquele insight que mudou seu olhar sobre si mesmo e sua carreira.
Vamos juntos desconstruir essas barreiras e construir uma nova narrativa de confiança, competência e crescimento integral para o personal trainer moderno.
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