O texto do blog (link abaixo) orienta brasileiros que vão à África do Sul, especialmente ao Parque Nacional Kruger, sobre risco de malária e medidas de prevenção, destacando que a principal recomendação é proteção contra picada de mosquito, e não uso rotineiro de quimioprofilaxia pelo Ministério da Saúde do Brasil.
Contexto da viagem e risco
O artigo descreve uma família brasileira viajando entre 22/12/2024 e 03/01/2025, com 4 dias no Kruger, única área de malária da África do Sul, em período de risco alto (setembro a maio). Informa que a malária na região é predominantemente por Plasmodium falciparum, com incubação média de 8–12 dias.
Posição de diretrizes (Brasil x exterior)
O Ministério da Saúde do Brasil não recomenda quimioprofilaxia para viajantes vindos de áreas não endêmicas, preferindo diagnóstico e tratamento precoces e medidas gerais de proteção. Diretrizes de países não endêmicos (como as do CDC) recomendam quimioprofilaxia (atovaquona-proguanil, doxiciclina ou mefloquina) para áreas de maior risco, incluindo Kruger e distritos adjacentes.
Situações e grupos de maior risco
O texto lista situações de maior risco de transmissão (altas taxas locais, atividades ao ar livre do pôr do sol ao amanhecer, hospedagem sem proteção, viagens próximas à estação chuvosa, baixa altitude, acesso difícil a serviços de saúde). Também destaca grupos com maior risco de doença grave: pessoas de áreas não endêmicas, crianças <5 anos, gestantes, idosos, esplenectomizados, imunodeprimidos, pacientes oncológicos em tratamento e transplantados.
Medidas gerais de prevenção
As medidas recomendadas incluem: roupas claras e de manga longa, permanecer em ambientes internos protegidos (telas, ar-condicionado, mosquiteiros impregnados), e uso de repelente com DEET nas áreas expostas, respeitando orientações específicas para crianças. Recomenda-se conversar com guias locais sobre horários de maior atividade de mosquitos, ocorrência recente de casos e locais de atendimento para febre e suspeita de malária.
Recomendações práticas finais
As orientações valem apenas para os 4 dias no Kruger, não para toda a estadia no país. Sugere-se colocar o Kruger ao final da viagem para facilitar diagnóstico precoce de eventual malária já no retorno ao Brasil e, em caso de febre até 1–2 meses após a viagem, consultar imediatamente, informando a exposição em área endêmica. O texto reforça que o Programa de Malária do Ministério da Saúde não fornece medicamentos para profilaxia, mas respalda as medidas de prevenção não farmacológicas descritas.
- https://www.drpaulobehar.com/post/prevencao-malaria-viagem-brasil-africa-do-sul